segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Falta de Assunto.

Então, galera, eu não morri, tá? Eu só to meio corrido com escola + programa no youtube + falta de assunto. Mas né, assim que der eu posto. :D

sábado, 3 de abril de 2010

Aquele Do Garoto Que Não Lembrava O Nome.

Daí eu estou na cozinha comendo um pedaço de ovo de pascoa e conversando com minha mãe, sobre o trecho da novela que acabei de ver.

-Mãe, sabe a novela do computador no prédio?
-Sei.
-Então, o Pedro&Bino tava agora conversando com aquela mulher no quarto dele, a que olha aquelas netas dele empestiadas estilo garota endemoniada da novela das 8. Ele tá pegando ela desde quando?
-Ele não tá pegando ela.
-Não?
-Não.
-Ah. Mas então ele ainda tá com a mãe do Cowboy Gay da novela que a mocinha entrava ilegalmente nos EUA?
-Tá.
-E ela tá traindo ele com o carinha que sofria na mão da avó da menina com sindrome de down naquela novela da moça que morreu?
-Que? Não!
-Então qual é a dele se engraçando pra ela?
-Quem?
-O cara que sofria na mão da ex do velho feio que tu acha gostoso da novela das 8, naquela novela que ela era avó da menininha com sindrome de down.
-Ah. como assim se engraçando?
-Da ultima vez que eu vi eles se odiavam.
-Na novela da menininha, ou na do cowboy?
-Não mãe, nessa.
-Ah é, eles se odiavam.
-E por que agora estão amiguinhos?
-Não sei.
-...
-...
-E qual é a da Grazi má na novela?
-Que?
-Eu olho pra ela e vejo uma mocinha, como puderam fazer a personagem dela má? Pra vilã de novela deviam chamar a Lia.
-...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

#Curso Por Correspondência Feelings

Meu professor Ruimar que me desculpe, mas eu já sei quem eu quero que me dê aulas de Geografia daqui pra frente...


Ô.

Simpatia para perder barriga.

A páscoa está chegando, e todo mundo se enche de chocolate nesse dia, certo? Ai depois fica a barriga de recordação, te fazendo forçar a memória para lembrar a aparencia de seus pés...
Não tema! Eu vou ensinar a vocês uma simpatia tiro e queda:
1º - Consiga a imagem de um santo, qualquer santo. De preferencia um do qual você seja devoto. Mas se você não for devoto de santo nenhum, escolha aleatóriamente mesmo.
2º - Consiga uma fita métrica, e meça a barriga. Veja quanto deu e GUARDE BEM ESSE NUMERO.
3º - Enrole a fita métrica na barriga da imagem do santo.
4º - Coloque a imagem do santo ao seus pés.
5º - Deite-se no chão, de barriga pra cima, com o santo ainda aos seus pés.
6º - Faça as contas: pegue a medida da sua cintura e multiplique por 7 (um numero místico). Ai multiplique o resultado por ele mesmo, e some a medida de sua barriga. Vamos supor que o resultado seja 120.
7º - Deitado no chão, sente-se e toque a fita métrica enrolada no santo COM AS PERNAS ESTICADAS, e volte a posição inicial (deitado de barriga pra cima).
8º - Repita o 7º passo pelo numero que resultou de sua conta. Ex: 120.
9º - Faça isso pelo numero de dias que resultou sua conta. Ex: 120 dias.
10º - Só coma salada nesse meio tempo.

É tiro e queda, vocês vão ver! =D

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Hora Do... Pesadelo?

Então galera, é o seguinte. Eu tive uns sonhos recentemente, uns foram pesadelos, outros foram mais legais. Enfim, foi uma série de sonhos. 4 num total. E eu decidi que vou postá-los no blog, mas vai ser tudo de uma vez mesmo, por que os dois primeiros são minimos. Existem N maneiras de contá-los, mas a melhor é essa que vou usar, pois foi uma semana de paranóia, mal dormida, cheia de sonhos estranhos no pouco tempo que eu consegui dormir, com direito a mania de perseguição e perquisa séria sobre o assunto. Então prestem atenção nos avisos "Sonho:" e "Realidade:", tá? tá.


Realidade: Primeira noite. Eu estava deitado sem conseguir dormir, ouvindo musica. Eu fechava os olhos, virava na cama, e nada. Ai eu abri os olhos e fiquei um tempo encarando o teto, sem pensar em nada definido. Quando eu fechei os olhos...
Sonho: Eu estava caminhando no corredor da escola, em direção a sala. Estava atrasado, o que é relativamente comum e já virou rotina. Eu bati na porta da sala, e abri rapidinho, como sempre faço. Era aula de matematica, e o professor estava escrevendo alguma coisa no quadro. Eu não ouvia som nenhum, mas eu sabia que tinha falado alguma coisa. Ele olhava rapido pra mim, e a cara dele se contorcia. Seus olhos eram amarelos, e ele sacudia a cabeça rapidamente.
Realidade: Eu abri os olhos, e tava tocando exatamente o mesmo trecho da mesma musica que estava tocando quando eu os fechei, o que indica que eu apaguei por um segundo ou por 16 horas, pois eu estava com uma playlist enorme. Tudo indicava que tinha sido um segundo, pois ainda estava escuro. Eu não ouvi a musica durante o sonho, que por sinal eu estava certo que não tinha sido um sonho. Eu sai do quarto pra beber um copo d'água, e só quando minha mãe perguntou se eu estava bem foi que eu notei que estava tremendo e estava pálido. Voltei pra cama, mas nada de conseguir dormir. Foram ao menos 2 horas pra conseguir pegar no sono, e na manha seguinte eu só consegui ir a escola levando uma embalagem de Tic-Tac cheia de sal. É, eu joguei as balas fora pra levar o sal.


Na escola tudo ia bem, pela primeira vez em muito tempo eu não me atrasei. É ridiculo, mas eu estava com medo de chegar atrasado. E a primeira aula foi: matemática. Eu não conseguia olhar pro professor, parecia que a qualquer momento ele iria se revelar como o demonio de olhos amarelos de Supernatural e ia fazer sabe-Deus-o-que. Foi uma luta entender a matéria, por que só a voz do professor já me dava arrepios e me fazia querer sair correndo dali. E olha que o sonho nem tinha audio, heim. O resto do dia seguiu normal, apesar de eu jurar de pés juntos que estava acordado na noite anterior.

Naquela noite, nada de sonhos. Dormi bem, até. E na manha seguinte, quando cheguei a escola, tudo ia bem. Até a prova de história. Não que a prova estivesse dificil, ao contrario. O problema é que eu tive outro 'sonho' no meio da prova, e eu estava muito bem acordado. Eu pisquei por um segundo apenas, e...
Sonho: um numero de 4 digitos apareceu flutuando diante de mim, só que tudo ao redor ficou preto. Eu só via os numeros, escritos exatamente como na imagem abaixo, só que em vermelho.


O numero? 3142. Quando tudo voltou ao normal...
Realidade: Havia acontecido como na noite anterior, e eu estava exatamente no meio da palavra que a professora estava falando quando eu apaguei. Apesar de tudo ter durado 1 segundo pareceu uma eternidade, e foi estranho pakas. Um pouco depois uma questão pedia que eu colocasse em ordem as informações. Eu nem me dei ao trabalho de lê-las, e marquei logo 3142. Queria tirar zero e provar pra mim mesmo que estava errado. Para meu desespero, tirei nota maxima na prova.
Cheguei em casa e fui pesquisar tudo que podia sobre 3142. Fiz uma pesquisa enorme, que desapareceu na minha escola. Não sei pra que alguém arrancaria a ultima folha sem assinatura e repleta de teorias de conspiração com numeros e datas, e códigos e alfabeto e tudo que indica uma paranoia, mas acho que deve ter virado bolinha de papel.
Passei o dia seguinte todinho planejando desmascarar o professor. Eu chegaria perto o bastante pra ser ouvido, e diria "Cristo". Se ele fosse o Olhos Amarelos, iria se contorcer e se denunciar, como mostrado em Supernatural.
De noite, não tive nenhuma dificuldade em dormir.
Sonho: Eu estava na sala de aula, e ele estava explicando matéria. Então eu levantava a mão e dizia "Cristo". Pronto. Ele se contorcia e me encarava. Eu atirava meu potinho de sal nele, mas obviamente não era suficiente. Ai eu entrava em panico e começava a correr, sendo perseguido por meus colegas de escola, agora também possuidos. Até que eu me trancava na biblioteca da escola, e lá dentro eu encontrava 2 pessoas. A primeira era minha professora de português, minha professora preferida, que era na verdade uma caçadora disfarçada que estava de olho em mim. De fato isso fazia sentido, pois ela além de ser minha professora favorita e a pessoa que eu mais confio naquela escola, entrou pra equipe do colégio no mesmo ano que eu cheguei lá. Ela era um tipo de super-heroina, uma mistura Buffy + Mulher Maravilha x Buffy (Sarah Michelle Gellar).


A segunda pessoa era meu professor preferido, de geografia. E olha que eu nem gosto de geografia, mas o professor é muito, MUITO³ legal. Ele também era um heroi, era uma mistura de Giles com Bobby, multiplicado por Arquivo X. Mas ele não era sentinela, a minha professora era. O engraçado era que por algum motivo eu era especial, mas não fazia idéia do porque.


Mas dai nós 3 estavamos presos na biblioteca da escola, e enquanto meu professor de Geografia procurava nos livros algum modo de derrotar meu professor de matemática, enquanto minha sentinela - a professora de português -, me aplicava um treinamento intensivo pra me transformar num caçador. Acordei logo que o treinamento ia começar.
Realidade: Acordei, e tinha perdido a hora, coisa que não me acontecia há muito tempo. Mas ao contrario de todas as vezes que isso me aconteceu, eu me senti aliviado. Por que algo me dizia que se eu desmascarasse o professor naquele dia, aconteceria mais ou menos o que aconteceu no sonho. Foi quando a coisa começou a sair do controle. Ou melhor, quando eu notei isso. Saiu do controle quando eu carreguei sal pra escola. Passei o dia inteiro pensando no tal sonho, e em o que será que estava pra acontecer quando eu acordei. Eu estava pra ser treinado, e meu professor estava pesquisando algo bom, em um livro que estava lá. De noite, demorei pra dormir, e não tive nenhum sonho, apesar de ter acordado algumas vezes de noite.
Na manha seguinte eu não perdi a hora, mas fui decidido a NÃO desmascarar ninguém. Na primeira oportunidade decidi ir a biblioteca da escola, procurar por algum livro a respeito do assunto. Levei o recreio inteiro, vasculhei cada canto daquela biblioteca, e nada. Achei que talvez não estivesse lá, então decidi perguntar a moça da biblioteca se lá tinha algum livro sobre demonios,vampiros, magia negra ou algo assim. Ela apenas me olhou como se eu estivesse louco. E a essa altura, eu já estava me considerando um louco. O resto do dia seguiu normal, até eu dormir. Dormi facilmente, e tive outro sonho.
Sonho: Esse parece ter pulado um. Eu estava fora da escola, e já sabia o que o professor de Matemática (ou melhor, o Olhos Amarelos) queria de mim. Ele tinha planos, e eu estava diretamente ligado a eles. Mas não era algo do tipo "esse garoto pode arruinar tudo." ou "eu teria conseguido se não fosse esse garoto intrometido.", não. Eu era parte do plano, e para que funcionasse era essencial minha presença. Então agora eu não estava mais caçando, estava fugindo.


O curioso é que em nenhum momento pareceu um daqueles pesadelos no qual você tenta correr e não sai do lugar, ou algo assim. Não, era diferente. Eu conseguia fugir, e eu tinha poderes. E eu já sabia desses poderes. Eu estava fugindo, dessa vez com 3 amigos: Camila, Dayana e Arthur. Quando chegamos a praia, ela estava lotada. Ai encontrávamos uma barraca, e Camila e Dayana nos empurravam lá e nos prendiam lá dentro. Eu fechava os olhos, e assim conseguia ver cada pessoa possuida ao meu redor, em um espaço aberto. Era meu poder #1. Eu via que todos na praia estavam possuidos. Ai eu rasgava a parte de trás, e eu e Arthur saiamos correndo, perseguidos por todo mundo na praia. Logo uma outra colega de escola, uma pequenininha e bonitinha, parava na minha frente. Ela tinha um sorriso encantador no rosto, mas seus olhos estavam pretos. Ela também estava possuida. Ai eu a empurrava, e ela voava uns 30 metros. Sem brincadeira. Esse era meu poder #2. Eu tinha essa epifania, e sabia que como começou na escola, teria que terminar lá. Nós corriamos pra lá, e quando chegávamos, estavamos no corredor da escola. Ai o aluno novo nos encarava perguntando o que estavamos fazendo ali, e nós tentavamos fugir dele (já que meu poder de fechar os olhos não funcionava em locais fechados.). Ai davamos de cara com umas pessoas da nossa turma, e essas pessoas nos obrigavam a ir adiante no corredor. Então eu dizia "Cristo" e todos, incluindo o Arthur, que estava comigo agora a pouco, se contorciam. Ai eu empurrava essa garota que estava me segurando com certa força e brutalidade, e ela batia na parede no fim do corredor, atrás de mim. Ai eu só movia os braços e todos os outros eram jogados longe. Meu poder #3: Telecinésia. Ai eu entrava na minha sala - aonde tudo havia começado. Eu entrava e tentava segurar a porta, e ai uma voz me dizia "grande idéia, enfurecer um bando de gente possuida e se trancar numa sala no meio do quartel general deles. Você é um genio." ai eu me virava e via o aluno novo. Ai eu dizia "dá pra ajudar a segurar a #@#%#$@ da porta?" e ele respondia "não adianta, genio. Acha que eles não vão entrar? Acorda, estamos cercados!" e eu "Então o que a gente faz?" e ele "a gente luta." e ai a porta era arrombada. Eu via que tinha sido um homem quem havia arrombado, e que ele tinha os olhos amarelos que brilhavam no escuro, mas eu não via o rosto, então não sei se era meu professor de matematica. O que eu sei é que eu acordei em seguida.
Realidade: eu acordei e foi muito estranho, eu estava suando e realmente nervoso. No dia seguinte, na aula de matematica, meu professor estava falando conosco sobre religião (ele é muito religioso), e sobre como Deus conversa com as pessoas através dos sonhos as vezes, e eu questionei um ponto, sobre Deus ter dito a um amigo dele pra vender a passagem que o onibus ia sofrer um acidente, e eu disse que "por que Deus mandaria ele passar a bomba adiante, ao invés de queimar a passagem?" e o professor disse que "você é questionador, isso é bom. NÓS vemos uma coisa em você. Você é um escolhido...". Eu não ouvi mais uma palavra depois de "escolhido", mas eu vi a boca dele se mexer. Eu fiquei branco e gelei na hora. Passei o resto do dia nervoso, e olhando ao redor. Minha paranoia chegou ao limite extremo quando eu achei que tudo ali era armado, e que eu estava no meio de um quartel general do mal mesmo.
Só que depois disso tudo voltou ao normal. Nada mais de sonhos, nada mais de me sentir observado, nada mais de achar que estou sendo seguido e que meu professor de matematica está conspirando e que a qualquer momento todos na escola podem ser possuidos. A Dayana me aconselhou a parar de assistir Supernatural, mas eu não parei. Só que foi como se minha loucura tivesse passado, pois eu já estava me achando louco, acreditando plenamente naquilo e olhando por cima do ombro a cada meia hora, procurando cantos frios na escola e talz. Foi assim, um piscar de olhos e acabou, sem explicação. E agora eu não paro de pensar em o que aconteceu depois. O que aconteceu quando a porta foi arrombada? Eu lutei? Escolhido? Eu queria voltar, sinto falta da adrenalina. Mas o medo que dá, nossa. A loucura passou, mas a idéia ainda me assusta.
Enfim, eu não acredito nisso, acho que foi só um momento paranoico + psicótico + louco mesmo, por que eu acho que seria pretensão e burrice achar que estou no meio disso tudo. Mas foi a semana mais assustadora e cheia de adrenalina da minha vida.

quarta-feira, 31 de março de 2010

#EuProtesto!



Hoje, apesar de a escola estar funcionando, não houve aula. Ao menos não para um certo grupo de alunos. Eu estava nesse grupo.

Houve um protesto. Os alunos organizaram, se uniram e conseguiram fazer quase tudo como planejavam. Estavamos todos diante do portão da escola. O sinal bateu, mas ninguém entrou. A coordenadora foi chamar. Pouquíssimos entraram. O diretor foi chamar. Quase ninguém entrava. O diretor disse que ia fechar o portão, e que quem ficasse do lado de fora não entraria e levaria falta. Dois terços dos alunos entraram correndo, como se a escola fosse o único refúgio seguro no já presente 2012. Ainda assim, muitos alunos não entraram. Eu fiquei do lado de fora.


Gritamos. Agitamos. Fizemos barulho. Teve gente que levou panela, e eles(as) bateram as panelas. Tinha quem só estava ali pelo barulho, tinha quem estava ali atrás dos seus direitos, e tinha quem estava só pra matar aula, estes foram embora logo que o portão se fechou. O pessoal bloqueou a pista. Uma espécie de artéria do bairro. Eu falei que isso ia dar merda, e deu. Chamaram a policia, mas como só o fizeram depois de todos sentarmos na frente da escola, quando eles chegaram a pista já havia sido desocupada. O fato é que eu disse à algumas pessoas que bloquear a pista era burrice, iriamos chamar a atenção, mas a imprensa não chegaria até nós por causa do engarrafamento. É como queimar os móveis salvos pra reclamar dos que perdemos na enchente. Foi ai que Karina e Arthur conseguiram liberar metade da pista, e Karina ficou sinalizando para os motoristas e organizando a bagunça. Karina: Uma Loira De Fluir o Transito. Ai nada de a imprensa chegar. O Balanço Geral simplesmente disse que estaria lá e não esteve. Quando Karina ligou para tentar resolver, disseram que estariam na escola em 40 minutos. Foi quando os ânimos esfriaram e fomos todos sentar na calçada da escola esperando. Foi quando a muvuca havia acabado que alguém decidiu chamar a policia. Os guardas vieram, conversaram com o diretor e com o guarda da escola. Foram embora, nos avisando para não bloquearmos mais a pista. Eu disse, era pra gente ir até a prefeitura. Estavamos exaustos, o sol começava a sair e fazia a manha quente demais. 40 minutinhos demorados, heim? Balança o relógio ai que está com defeito. Decidimos chamar a Tribuna. Eles chegaram tão rápido quanto prometeram. A Tribuna cumpriu com sua palavra. Demos entrevista. Os baderneiros voltaram a fazer bagunça - o real motivo pelo qual alguns ficaram do lado de fora - e logo levaram um calaboca da Karina. Contamos a situação a reporter - super gentil e bem humorada. Ainda mais linda ao vivo, a propósito. - que ouviu pacientemente os alunos dizerem que queriam melhoras, que mereciam melhoras, que quando chove a escola alaga, e o cheiro é insuportável. Que quando faz sol, o cheiro é ainda pior. Que estamos usando as cadeiras das crianças de 3ª série, pequenas e desconfortáveis, sabe Deus por que. Que tem uma sala pequena e abafada - e condenada - que funciona normalmente, mesmo caindo aos pedaços, literalmente, a começar com o teto. Que o esgoto fica empoçado dentro da escola, que ocorrem assaltos no beco ao lado da escola - que também é usado de banheiro pelos moradores de rua -, que a merenda nunca é o que dizem, e que na maioria das vezes é pão com qualquer coisa, quando no calendario entregue pela escola aos alunos deveria ser kibe assado ou bolo. Que o banheiro é uma imundice, e que só de entrar lá já dá medo de pegar hepatite.

Enquanto tudo acontecia ao meu redor eu estava num misto de revolta - por precisarmos organizar um protesto para termos o que deveria ser nosso por direito - e excitação. Foi excitante, mexeu com meus animos. Eu não fazia algo tão ativo desde... Desde... Bem, desde que eu cai do Skate aos 10 anos. Foi bom deixar de ser reflexivo um pouco, e assumir essa postura.
E eu estava em boa companhia. Eu, Bianca, Dayana e Kezia. Corriamos de um lado para o outro, pareciamos perus tontos. Minha história com cada uma é diferente, mas ao fim acabam por se misturar. O fato é que somos amigos. Na correria meus lindos e maravilhosos óculos de sol cairam ao chão e foram pisoteados até a morte. Um minuto de silencio por eles.

O Balanço Geral não foi. Não me pergunte, não sei o por que. Ninguém conseguia o bendito numero da Gazeta para chamá-los também. Uma senhora teve a educação de tentar nos espantar com uma jarra de água, e só conquistou vaias. Vaias que também fizeram-se ouvir - injustamente - na entrevista concedida pelo diretor da escola, que é apenas um peão no tabuleiro de Xadrez das verbas da prefeitura. Se a prefeitura não libera verbas para a reforma prometida - e não cumprida, como tudo que os politicos prometem - da escola, reforma essa pela qual ficamos 15 dias a mais em casa depois das férias, não há mesmo condições de fazer nada. Durante as filmagens eu bocejei, e apareci no jornal do meio dia - Tribuna Noticias Primeira Edição - bocejando em um protesto.
Em certo momento, antes de a imprensa chegar e após os animos esfriarem, Dayana - que estava elétrica - me puxou pra dançar e começou a cantar. Eu me senti no High School Musical. Foi legal.
Nos momentos parados que eu não citei, o assunto foi: BBB, novela, e a Luciana.
Minha manha foi agitada. Minha tarde foi monótona. Minha noite está começando, e promete ser sonolenta.
Tomei a vacina do H1N1. Quando entrei no posto me senti em Grey's Anatomy, só faltaram a pegação nos elevadores e o drama. Tomem a vacina, é importante e não dói. Experiência própria.


Então é isso galera, vejo vocês depois. Até pessoal. o/

domingo, 28 de março de 2010

Ei Galera,

Ei galera, vim aqui rapidinho informar todos vocês que eu tive uma lista publicada no #TodoSeriador, o link está aqui.
O titulo é "Crossovers que adorariamos ver por ai (ou não)". Aproveito e deixo a dica: Sigam o #TodoSeriador, sigam-no também no Twitter, e aproveita e participa da comunidade deles no Orkut e sigam o @seriesnopc ok galera?

Valeu galera, é isso.
segunda-feira, 5 de abril de 2010 às 17:21 | 0 comentários  
Então, galera, eu não morri, tá? Eu só to meio corrido com escola + programa no youtube + falta de assunto. Mas né, assim que der eu posto. :D
Postado por Fa
Daí eu estou na cozinha comendo um pedaço de ovo de pascoa e conversando com minha mãe, sobre o trecho da novela que acabei de ver.

-Mãe, sabe a novela do computador no prédio?
-Sei.
-Então, o Pedro&Bino tava agora conversando com aquela mulher no quarto dele, a que olha aquelas netas dele empestiadas estilo garota endemoniada da novela das 8. Ele tá pegando ela desde quando?
-Ele não tá pegando ela.
-Não?
-Não.
-Ah. Mas então ele ainda tá com a mãe do Cowboy Gay da novela que a mocinha entrava ilegalmente nos EUA?
-Tá.
-E ela tá traindo ele com o carinha que sofria na mão da avó da menina com sindrome de down naquela novela da moça que morreu?
-Que? Não!
-Então qual é a dele se engraçando pra ela?
-Quem?
-O cara que sofria na mão da ex do velho feio que tu acha gostoso da novela das 8, naquela novela que ela era avó da menininha com sindrome de down.
-Ah. como assim se engraçando?
-Da ultima vez que eu vi eles se odiavam.
-Na novela da menininha, ou na do cowboy?
-Não mãe, nessa.
-Ah é, eles se odiavam.
-E por que agora estão amiguinhos?
-Não sei.
-...
-...
-E qual é a da Grazi má na novela?
-Que?
-Eu olho pra ela e vejo uma mocinha, como puderam fazer a personagem dela má? Pra vilã de novela deviam chamar a Lia.
-...

Postado por Fa Marcadores: ,
sexta-feira, 2 de abril de 2010 às 13:12 | 0 comentários  
Meu professor Ruimar que me desculpe, mas eu já sei quem eu quero que me dê aulas de Geografia daqui pra frente...


Ô.
Postado por Fa
A páscoa está chegando, e todo mundo se enche de chocolate nesse dia, certo? Ai depois fica a barriga de recordação, te fazendo forçar a memória para lembrar a aparencia de seus pés...
Não tema! Eu vou ensinar a vocês uma simpatia tiro e queda:
1º - Consiga a imagem de um santo, qualquer santo. De preferencia um do qual você seja devoto. Mas se você não for devoto de santo nenhum, escolha aleatóriamente mesmo.
2º - Consiga uma fita métrica, e meça a barriga. Veja quanto deu e GUARDE BEM ESSE NUMERO.
3º - Enrole a fita métrica na barriga da imagem do santo.
4º - Coloque a imagem do santo ao seus pés.
5º - Deite-se no chão, de barriga pra cima, com o santo ainda aos seus pés.
6º - Faça as contas: pegue a medida da sua cintura e multiplique por 7 (um numero místico). Ai multiplique o resultado por ele mesmo, e some a medida de sua barriga. Vamos supor que o resultado seja 120.
7º - Deitado no chão, sente-se e toque a fita métrica enrolada no santo COM AS PERNAS ESTICADAS, e volte a posição inicial (deitado de barriga pra cima).
8º - Repita o 7º passo pelo numero que resultou de sua conta. Ex: 120.
9º - Faça isso pelo numero de dias que resultou sua conta. Ex: 120 dias.
10º - Só coma salada nesse meio tempo.

É tiro e queda, vocês vão ver! =D

Postado por Fa Marcadores: ,
quinta-feira, 1 de abril de 2010 às 17:22 | 4 comentários  
Então galera, é o seguinte. Eu tive uns sonhos recentemente, uns foram pesadelos, outros foram mais legais. Enfim, foi uma série de sonhos. 4 num total. E eu decidi que vou postá-los no blog, mas vai ser tudo de uma vez mesmo, por que os dois primeiros são minimos. Existem N maneiras de contá-los, mas a melhor é essa que vou usar, pois foi uma semana de paranóia, mal dormida, cheia de sonhos estranhos no pouco tempo que eu consegui dormir, com direito a mania de perseguição e perquisa séria sobre o assunto. Então prestem atenção nos avisos "Sonho:" e "Realidade:", tá? tá.


Realidade: Primeira noite. Eu estava deitado sem conseguir dormir, ouvindo musica. Eu fechava os olhos, virava na cama, e nada. Ai eu abri os olhos e fiquei um tempo encarando o teto, sem pensar em nada definido. Quando eu fechei os olhos...
Sonho: Eu estava caminhando no corredor da escola, em direção a sala. Estava atrasado, o que é relativamente comum e já virou rotina. Eu bati na porta da sala, e abri rapidinho, como sempre faço. Era aula de matematica, e o professor estava escrevendo alguma coisa no quadro. Eu não ouvia som nenhum, mas eu sabia que tinha falado alguma coisa. Ele olhava rapido pra mim, e a cara dele se contorcia. Seus olhos eram amarelos, e ele sacudia a cabeça rapidamente.
Realidade: Eu abri os olhos, e tava tocando exatamente o mesmo trecho da mesma musica que estava tocando quando eu os fechei, o que indica que eu apaguei por um segundo ou por 16 horas, pois eu estava com uma playlist enorme. Tudo indicava que tinha sido um segundo, pois ainda estava escuro. Eu não ouvi a musica durante o sonho, que por sinal eu estava certo que não tinha sido um sonho. Eu sai do quarto pra beber um copo d'água, e só quando minha mãe perguntou se eu estava bem foi que eu notei que estava tremendo e estava pálido. Voltei pra cama, mas nada de conseguir dormir. Foram ao menos 2 horas pra conseguir pegar no sono, e na manha seguinte eu só consegui ir a escola levando uma embalagem de Tic-Tac cheia de sal. É, eu joguei as balas fora pra levar o sal.


Na escola tudo ia bem, pela primeira vez em muito tempo eu não me atrasei. É ridiculo, mas eu estava com medo de chegar atrasado. E a primeira aula foi: matemática. Eu não conseguia olhar pro professor, parecia que a qualquer momento ele iria se revelar como o demonio de olhos amarelos de Supernatural e ia fazer sabe-Deus-o-que. Foi uma luta entender a matéria, por que só a voz do professor já me dava arrepios e me fazia querer sair correndo dali. E olha que o sonho nem tinha audio, heim. O resto do dia seguiu normal, apesar de eu jurar de pés juntos que estava acordado na noite anterior.

Naquela noite, nada de sonhos. Dormi bem, até. E na manha seguinte, quando cheguei a escola, tudo ia bem. Até a prova de história. Não que a prova estivesse dificil, ao contrario. O problema é que eu tive outro 'sonho' no meio da prova, e eu estava muito bem acordado. Eu pisquei por um segundo apenas, e...
Sonho: um numero de 4 digitos apareceu flutuando diante de mim, só que tudo ao redor ficou preto. Eu só via os numeros, escritos exatamente como na imagem abaixo, só que em vermelho.


O numero? 3142. Quando tudo voltou ao normal...
Realidade: Havia acontecido como na noite anterior, e eu estava exatamente no meio da palavra que a professora estava falando quando eu apaguei. Apesar de tudo ter durado 1 segundo pareceu uma eternidade, e foi estranho pakas. Um pouco depois uma questão pedia que eu colocasse em ordem as informações. Eu nem me dei ao trabalho de lê-las, e marquei logo 3142. Queria tirar zero e provar pra mim mesmo que estava errado. Para meu desespero, tirei nota maxima na prova.
Cheguei em casa e fui pesquisar tudo que podia sobre 3142. Fiz uma pesquisa enorme, que desapareceu na minha escola. Não sei pra que alguém arrancaria a ultima folha sem assinatura e repleta de teorias de conspiração com numeros e datas, e códigos e alfabeto e tudo que indica uma paranoia, mas acho que deve ter virado bolinha de papel.
Passei o dia seguinte todinho planejando desmascarar o professor. Eu chegaria perto o bastante pra ser ouvido, e diria "Cristo". Se ele fosse o Olhos Amarelos, iria se contorcer e se denunciar, como mostrado em Supernatural.
De noite, não tive nenhuma dificuldade em dormir.
Sonho: Eu estava na sala de aula, e ele estava explicando matéria. Então eu levantava a mão e dizia "Cristo". Pronto. Ele se contorcia e me encarava. Eu atirava meu potinho de sal nele, mas obviamente não era suficiente. Ai eu entrava em panico e começava a correr, sendo perseguido por meus colegas de escola, agora também possuidos. Até que eu me trancava na biblioteca da escola, e lá dentro eu encontrava 2 pessoas. A primeira era minha professora de português, minha professora preferida, que era na verdade uma caçadora disfarçada que estava de olho em mim. De fato isso fazia sentido, pois ela além de ser minha professora favorita e a pessoa que eu mais confio naquela escola, entrou pra equipe do colégio no mesmo ano que eu cheguei lá. Ela era um tipo de super-heroina, uma mistura Buffy + Mulher Maravilha x Buffy (Sarah Michelle Gellar).


A segunda pessoa era meu professor preferido, de geografia. E olha que eu nem gosto de geografia, mas o professor é muito, MUITO³ legal. Ele também era um heroi, era uma mistura de Giles com Bobby, multiplicado por Arquivo X. Mas ele não era sentinela, a minha professora era. O engraçado era que por algum motivo eu era especial, mas não fazia idéia do porque.


Mas dai nós 3 estavamos presos na biblioteca da escola, e enquanto meu professor de Geografia procurava nos livros algum modo de derrotar meu professor de matemática, enquanto minha sentinela - a professora de português -, me aplicava um treinamento intensivo pra me transformar num caçador. Acordei logo que o treinamento ia começar.
Realidade: Acordei, e tinha perdido a hora, coisa que não me acontecia há muito tempo. Mas ao contrario de todas as vezes que isso me aconteceu, eu me senti aliviado. Por que algo me dizia que se eu desmascarasse o professor naquele dia, aconteceria mais ou menos o que aconteceu no sonho. Foi quando a coisa começou a sair do controle. Ou melhor, quando eu notei isso. Saiu do controle quando eu carreguei sal pra escola. Passei o dia inteiro pensando no tal sonho, e em o que será que estava pra acontecer quando eu acordei. Eu estava pra ser treinado, e meu professor estava pesquisando algo bom, em um livro que estava lá. De noite, demorei pra dormir, e não tive nenhum sonho, apesar de ter acordado algumas vezes de noite.
Na manha seguinte eu não perdi a hora, mas fui decidido a NÃO desmascarar ninguém. Na primeira oportunidade decidi ir a biblioteca da escola, procurar por algum livro a respeito do assunto. Levei o recreio inteiro, vasculhei cada canto daquela biblioteca, e nada. Achei que talvez não estivesse lá, então decidi perguntar a moça da biblioteca se lá tinha algum livro sobre demonios,vampiros, magia negra ou algo assim. Ela apenas me olhou como se eu estivesse louco. E a essa altura, eu já estava me considerando um louco. O resto do dia seguiu normal, até eu dormir. Dormi facilmente, e tive outro sonho.
Sonho: Esse parece ter pulado um. Eu estava fora da escola, e já sabia o que o professor de Matemática (ou melhor, o Olhos Amarelos) queria de mim. Ele tinha planos, e eu estava diretamente ligado a eles. Mas não era algo do tipo "esse garoto pode arruinar tudo." ou "eu teria conseguido se não fosse esse garoto intrometido.", não. Eu era parte do plano, e para que funcionasse era essencial minha presença. Então agora eu não estava mais caçando, estava fugindo.


O curioso é que em nenhum momento pareceu um daqueles pesadelos no qual você tenta correr e não sai do lugar, ou algo assim. Não, era diferente. Eu conseguia fugir, e eu tinha poderes. E eu já sabia desses poderes. Eu estava fugindo, dessa vez com 3 amigos: Camila, Dayana e Arthur. Quando chegamos a praia, ela estava lotada. Ai encontrávamos uma barraca, e Camila e Dayana nos empurravam lá e nos prendiam lá dentro. Eu fechava os olhos, e assim conseguia ver cada pessoa possuida ao meu redor, em um espaço aberto. Era meu poder #1. Eu via que todos na praia estavam possuidos. Ai eu rasgava a parte de trás, e eu e Arthur saiamos correndo, perseguidos por todo mundo na praia. Logo uma outra colega de escola, uma pequenininha e bonitinha, parava na minha frente. Ela tinha um sorriso encantador no rosto, mas seus olhos estavam pretos. Ela também estava possuida. Ai eu a empurrava, e ela voava uns 30 metros. Sem brincadeira. Esse era meu poder #2. Eu tinha essa epifania, e sabia que como começou na escola, teria que terminar lá. Nós corriamos pra lá, e quando chegávamos, estavamos no corredor da escola. Ai o aluno novo nos encarava perguntando o que estavamos fazendo ali, e nós tentavamos fugir dele (já que meu poder de fechar os olhos não funcionava em locais fechados.). Ai davamos de cara com umas pessoas da nossa turma, e essas pessoas nos obrigavam a ir adiante no corredor. Então eu dizia "Cristo" e todos, incluindo o Arthur, que estava comigo agora a pouco, se contorciam. Ai eu empurrava essa garota que estava me segurando com certa força e brutalidade, e ela batia na parede no fim do corredor, atrás de mim. Ai eu só movia os braços e todos os outros eram jogados longe. Meu poder #3: Telecinésia. Ai eu entrava na minha sala - aonde tudo havia começado. Eu entrava e tentava segurar a porta, e ai uma voz me dizia "grande idéia, enfurecer um bando de gente possuida e se trancar numa sala no meio do quartel general deles. Você é um genio." ai eu me virava e via o aluno novo. Ai eu dizia "dá pra ajudar a segurar a #@#%#$@ da porta?" e ele respondia "não adianta, genio. Acha que eles não vão entrar? Acorda, estamos cercados!" e eu "Então o que a gente faz?" e ele "a gente luta." e ai a porta era arrombada. Eu via que tinha sido um homem quem havia arrombado, e que ele tinha os olhos amarelos que brilhavam no escuro, mas eu não via o rosto, então não sei se era meu professor de matematica. O que eu sei é que eu acordei em seguida.
Realidade: eu acordei e foi muito estranho, eu estava suando e realmente nervoso. No dia seguinte, na aula de matematica, meu professor estava falando conosco sobre religião (ele é muito religioso), e sobre como Deus conversa com as pessoas através dos sonhos as vezes, e eu questionei um ponto, sobre Deus ter dito a um amigo dele pra vender a passagem que o onibus ia sofrer um acidente, e eu disse que "por que Deus mandaria ele passar a bomba adiante, ao invés de queimar a passagem?" e o professor disse que "você é questionador, isso é bom. NÓS vemos uma coisa em você. Você é um escolhido...". Eu não ouvi mais uma palavra depois de "escolhido", mas eu vi a boca dele se mexer. Eu fiquei branco e gelei na hora. Passei o resto do dia nervoso, e olhando ao redor. Minha paranoia chegou ao limite extremo quando eu achei que tudo ali era armado, e que eu estava no meio de um quartel general do mal mesmo.
Só que depois disso tudo voltou ao normal. Nada mais de sonhos, nada mais de me sentir observado, nada mais de achar que estou sendo seguido e que meu professor de matematica está conspirando e que a qualquer momento todos na escola podem ser possuidos. A Dayana me aconselhou a parar de assistir Supernatural, mas eu não parei. Só que foi como se minha loucura tivesse passado, pois eu já estava me achando louco, acreditando plenamente naquilo e olhando por cima do ombro a cada meia hora, procurando cantos frios na escola e talz. Foi assim, um piscar de olhos e acabou, sem explicação. E agora eu não paro de pensar em o que aconteceu depois. O que aconteceu quando a porta foi arrombada? Eu lutei? Escolhido? Eu queria voltar, sinto falta da adrenalina. Mas o medo que dá, nossa. A loucura passou, mas a idéia ainda me assusta.
Enfim, eu não acredito nisso, acho que foi só um momento paranoico + psicótico + louco mesmo, por que eu acho que seria pretensão e burrice achar que estou no meio disso tudo. Mas foi a semana mais assustadora e cheia de adrenalina da minha vida.
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quarta-feira, 31 de março de 2010 às 18:43 | 2 comentários  


Hoje, apesar de a escola estar funcionando, não houve aula. Ao menos não para um certo grupo de alunos. Eu estava nesse grupo.

Houve um protesto. Os alunos organizaram, se uniram e conseguiram fazer quase tudo como planejavam. Estavamos todos diante do portão da escola. O sinal bateu, mas ninguém entrou. A coordenadora foi chamar. Pouquíssimos entraram. O diretor foi chamar. Quase ninguém entrava. O diretor disse que ia fechar o portão, e que quem ficasse do lado de fora não entraria e levaria falta. Dois terços dos alunos entraram correndo, como se a escola fosse o único refúgio seguro no já presente 2012. Ainda assim, muitos alunos não entraram. Eu fiquei do lado de fora.


Gritamos. Agitamos. Fizemos barulho. Teve gente que levou panela, e eles(as) bateram as panelas. Tinha quem só estava ali pelo barulho, tinha quem estava ali atrás dos seus direitos, e tinha quem estava só pra matar aula, estes foram embora logo que o portão se fechou. O pessoal bloqueou a pista. Uma espécie de artéria do bairro. Eu falei que isso ia dar merda, e deu. Chamaram a policia, mas como só o fizeram depois de todos sentarmos na frente da escola, quando eles chegaram a pista já havia sido desocupada. O fato é que eu disse à algumas pessoas que bloquear a pista era burrice, iriamos chamar a atenção, mas a imprensa não chegaria até nós por causa do engarrafamento. É como queimar os móveis salvos pra reclamar dos que perdemos na enchente. Foi ai que Karina e Arthur conseguiram liberar metade da pista, e Karina ficou sinalizando para os motoristas e organizando a bagunça. Karina: Uma Loira De Fluir o Transito. Ai nada de a imprensa chegar. O Balanço Geral simplesmente disse que estaria lá e não esteve. Quando Karina ligou para tentar resolver, disseram que estariam na escola em 40 minutos. Foi quando os ânimos esfriaram e fomos todos sentar na calçada da escola esperando. Foi quando a muvuca havia acabado que alguém decidiu chamar a policia. Os guardas vieram, conversaram com o diretor e com o guarda da escola. Foram embora, nos avisando para não bloquearmos mais a pista. Eu disse, era pra gente ir até a prefeitura. Estavamos exaustos, o sol começava a sair e fazia a manha quente demais. 40 minutinhos demorados, heim? Balança o relógio ai que está com defeito. Decidimos chamar a Tribuna. Eles chegaram tão rápido quanto prometeram. A Tribuna cumpriu com sua palavra. Demos entrevista. Os baderneiros voltaram a fazer bagunça - o real motivo pelo qual alguns ficaram do lado de fora - e logo levaram um calaboca da Karina. Contamos a situação a reporter - super gentil e bem humorada. Ainda mais linda ao vivo, a propósito. - que ouviu pacientemente os alunos dizerem que queriam melhoras, que mereciam melhoras, que quando chove a escola alaga, e o cheiro é insuportável. Que quando faz sol, o cheiro é ainda pior. Que estamos usando as cadeiras das crianças de 3ª série, pequenas e desconfortáveis, sabe Deus por que. Que tem uma sala pequena e abafada - e condenada - que funciona normalmente, mesmo caindo aos pedaços, literalmente, a começar com o teto. Que o esgoto fica empoçado dentro da escola, que ocorrem assaltos no beco ao lado da escola - que também é usado de banheiro pelos moradores de rua -, que a merenda nunca é o que dizem, e que na maioria das vezes é pão com qualquer coisa, quando no calendario entregue pela escola aos alunos deveria ser kibe assado ou bolo. Que o banheiro é uma imundice, e que só de entrar lá já dá medo de pegar hepatite.

Enquanto tudo acontecia ao meu redor eu estava num misto de revolta - por precisarmos organizar um protesto para termos o que deveria ser nosso por direito - e excitação. Foi excitante, mexeu com meus animos. Eu não fazia algo tão ativo desde... Desde... Bem, desde que eu cai do Skate aos 10 anos. Foi bom deixar de ser reflexivo um pouco, e assumir essa postura.
E eu estava em boa companhia. Eu, Bianca, Dayana e Kezia. Corriamos de um lado para o outro, pareciamos perus tontos. Minha história com cada uma é diferente, mas ao fim acabam por se misturar. O fato é que somos amigos. Na correria meus lindos e maravilhosos óculos de sol cairam ao chão e foram pisoteados até a morte. Um minuto de silencio por eles.

O Balanço Geral não foi. Não me pergunte, não sei o por que. Ninguém conseguia o bendito numero da Gazeta para chamá-los também. Uma senhora teve a educação de tentar nos espantar com uma jarra de água, e só conquistou vaias. Vaias que também fizeram-se ouvir - injustamente - na entrevista concedida pelo diretor da escola, que é apenas um peão no tabuleiro de Xadrez das verbas da prefeitura. Se a prefeitura não libera verbas para a reforma prometida - e não cumprida, como tudo que os politicos prometem - da escola, reforma essa pela qual ficamos 15 dias a mais em casa depois das férias, não há mesmo condições de fazer nada. Durante as filmagens eu bocejei, e apareci no jornal do meio dia - Tribuna Noticias Primeira Edição - bocejando em um protesto.
Em certo momento, antes de a imprensa chegar e após os animos esfriarem, Dayana - que estava elétrica - me puxou pra dançar e começou a cantar. Eu me senti no High School Musical. Foi legal.
Nos momentos parados que eu não citei, o assunto foi: BBB, novela, e a Luciana.
Minha manha foi agitada. Minha tarde foi monótona. Minha noite está começando, e promete ser sonolenta.
Tomei a vacina do H1N1. Quando entrei no posto me senti em Grey's Anatomy, só faltaram a pegação nos elevadores e o drama. Tomem a vacina, é importante e não dói. Experiência própria.


Então é isso galera, vejo vocês depois. Até pessoal. o/
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domingo, 28 de março de 2010 às 17:12 | 0 comentários  
Ei galera, vim aqui rapidinho informar todos vocês que eu tive uma lista publicada no #TodoSeriador, o link está aqui.
O titulo é "Crossovers que adorariamos ver por ai (ou não)". Aproveito e deixo a dica: Sigam o #TodoSeriador, sigam-no também no Twitter, e aproveita e participa da comunidade deles no Orkut e sigam o @seriesnopc ok galera?

Valeu galera, é isso.
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